{"id":1373,"date":"2011-02-23T01:42:32","date_gmt":"2011-02-23T01:42:32","guid":{"rendered":"https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/2011\/02\/23\/para-afrontar-las-causas-del-aumento-de-precios-y-de-la-crisis-alimentaria-enterremos-el-sistema-alimentario-industrial\/"},"modified":"2011-02-23T01:42:32","modified_gmt":"2011-02-23T01:42:32","slug":"para-afrontar-las-causas-del-aumento-de-precios-y-de-la-crisis-alimentaria-enterremos-el-sistema-alimentario-industrial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/para-afrontar-las-causas-del-aumento-de-precios-y-de-la-crisis-alimentaria-enterremos-el-sistema-alimentario-industrial\/","title":{"rendered":"Para afrontar las causas del aumento de precios y de la crisis alimentaria: \u00ab\u00a1Enterremos el sistema alimentario industrial!\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>En las \u00faltimas semanas han circulado diversos art\u00edculos y comentarios sobre la crisis del aumento de los precios de alimentos. La mayor\u00eda de los an\u00e1lisis son buenos. Aunque algunos quedan atrapados en la visi\u00f3n economicista de la oferta y demanda. O de alg\u00fan problema de sequ\u00eda o inundaci\u00f3n en alg\u00fan pa\u00eds, que de hecho no son la causa del aumento de precios de los alimentos.<\/p>\n<p>Dentro del <a href=\"https:\/\/www.mst.org.br\/\">MST<\/a> [[<strong>Por que ser Marighellista?<\/strong> <\/p>\n<p>&#8211; [Revista <em>Sem Terra<\/em> N\u00famero 54 Fev\/Mar 2010->]<\/p>\n<p><strong>Ricardo Gebrim*<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-1371\" src=\"https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/sem-terra-revista-54.jpg\" alt=\"sem-terra-revista-54.jpg\" align=\"left\" width=\"150\" height=\"200\" \/><\/p>\n<p>Carlos Marighella combinou os diversos talentos como quadro organizador, propagandista e agitador. Foi um dirigente partid\u00e1rio, um comandante guerrilheiro, um te\u00f3rico e dono de uma coer\u00eancia capaz de assumir todas as consequ\u00eancias de seus atos. Como bom militante, seus textos foram elaborados para enfrentar problemas e desafios concretos que se colocavam para a luta popular. Como revolucion\u00e1rio dedicou-se em cada tarefa que a revolu\u00e7\u00e3o apresentou: tribuno parlamentar na Assembleia Constituinte; agitador em com\u00edcios e assembleias, redator de panfletos e artigos, editor, organizador sindical, formador de quadros, guerrilheiro e te\u00f3rico militar.<\/p>\n<p>Enfrentou a tortura, supremo tormento que aflige todo o militante, e escreveu \u201c<em>Se fores preso camarada!<\/em>\u201d, orientando como se deve comportar ante o inimigo. Baleado pela ditadura, soube converter a trag\u00e9dia numa a\u00e7\u00e3o de agita\u00e7\u00e3o e propaganda desmascarando o regime. Colocado ante o desafio das armas escreveu um <a href=\"https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/IMG\/pdf\/manual_de_carlos_marighella-2.pdf\">texto que at\u00e9 hoje \u00e9 estudado por academias militares pelo mundo<\/a>. Ca\u00e7ado como \u201c<em>inimigo p\u00fablico n\u00famero um da ditadura militar<\/em>\u201d, com a foto estampada em cartazes e revistas por todo o pa\u00eds, vivenciou todas as t\u00e9cnicas da clandestinidade, a priva\u00e7\u00e3o do conv\u00edvio com o filho e a fam\u00edlia at\u00e9 a emboscada dos que se<br \/>\niludiram que podiam elimin\u00e1-lo.<\/p>\n<p><strong>Her\u00f3i revolucion\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Como se v\u00ea, s\u00e3o muitos os resgatesposs\u00edveis de Marighella para os atuais lutadores populares e para os do futuro. Quase imposs\u00edvel n\u00e3o se perder ante tantas possibilidades. Comecemos pelo resgate mais forte. Carlos Marighella \u00e9 um her\u00f3i. A for\u00e7a do her\u00f3i \u00e9 \u00e0 for\u00e7a da coer\u00eancia.<\/p>\n<p>Assumir as consequ\u00eancias, por maiores que surjam, para defender o direito \u00e0 verdade. O mito do her\u00f3i tem um poder de sedu\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica flagrante e, apesar de menos aparente, uma import\u00e2ncia psicol\u00f3gica profunda para qualquer grupo humano.<\/p>\n<p>Em cada circunstancia hist\u00f3rica a imagem reconstru\u00edda do her\u00f3i toma formas particulares que correspondem \u00e0s necessidades do individuo ou grupo humano enfrentadas num dado momento.<\/p>\n<p>Este resgate tem sido um elemento fundamental na estrat\u00e9gia revolucion\u00e1ria dos povos.<\/p>\n<p><strong>Marx<\/strong> diria de outra forma, com seu estilo inigual\u00e1vel: \u201c<em>Os homens fazem a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, mas n\u00e3o a fazem segundo a sua livre vontade, em circunst\u00e2ncias escolhidas por eles pr\u00f3prios, mas nas circunst\u00e2ncias imediatamente encontradas, dadas e transmitidas pelo passado. A tradi\u00e7\u00e3o de todas as gera\u00e7\u00f5es mortas pesa sobre os c\u00e9rebros dos vivos como um pesadelo. E mesmo quando estes parecem ocupados a revolucionar-se, a si e \u00e0s coisas, mesmo a criar algo de ainda n\u00e3o existente, \u00e9 precisamente nessas \u00e9pocas de crises revolucion\u00e1rias que esconjuram temerosamente em seu aux\u00edlio os esp\u00edritos do passado, tomam emprestados os seus<br \/>\nnomes, as suas palavras de ordem de combate, a sua roupagem, para, com esse disfarce da velhice vener\u00e1vel e essa linguagem emprestada, representar a nova cena da hist\u00f3ria universal<\/em>\u201d .<\/p>\n<p>Essa \u00ab<em>ideia-for\u00e7a<\/em>\u00bb tem suscitado muitas reflex\u00f5es. <strong>Mart\u00ed<\/strong>, o autor intelectual da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, <strong>Sandino<\/strong>, o General dos Homens Livres renascido na Revolu\u00e7\u00e3o Sandinista, <strong>Zapata<\/strong> empunhado como bandeira no levante das selvas mexicanas que estragou a festa comemorativa do in\u00edcio do Nafta, Bol\u00edvar cuja espada foi ousadamente resgatada numa a\u00e7\u00e3o guerrilheira e depois devolvida, renascendo no processo revolucion\u00e1rio venezuelano e na constru\u00e7\u00e3o da <em>Alternativa Bolivariana para as Am\u00e9ricas<\/em> (Alba).<\/p>\n<p>Em cada um destes processos, quando parec\u00edamos ocupados em revolucionar-se, a si e \u00e0s coisas, mesmo a criar algo de ainda n\u00e3o existente, tomamos emprestados as roupagens, nomes e palavras de ordem de combate dos esp\u00edritos do passado. Nestes casos, os novos revolucion\u00e1rios apenas tomaram emprestado as \u201c<em>roupagens, nomes e palavras de ordem<\/em>\u201d?<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples quanto pode aparentar uma primeira reflex\u00e3o. Jos\u00e9 Marti foi mesmo o autor intelectual da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana como revela Fidel Castro em seu Relat\u00f3rio ao 1\u00ba Congresso do Partido Comunista de Cuba e a constru\u00e7\u00e3o da luta guerrilheira de Augusto C\u00e9sar Sandino foi<br \/>\nmuito mais que uma inspira\u00e7\u00e3o para os jovens construtores da Frente Sandinista de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional como explicou Carlos Fonseca. Zapata confere uma necess\u00e1ria unidade na luta do povo mexicano enquanto projeto revolucion\u00e1rio. Tampouco \u00e9 casual que o processo revolucion\u00e1rio venezuelano tenha como principal dirigente um militar que passou anos ministrando aulas aos cadetes sobre o pensamento de Bol\u00edvar.<\/p>\n<p>Em nenhum destes casos os novos revolucion\u00e1rios tiveram que falsificar uma hist\u00f3ria. Muito menos a utilizaram como simples m\u00e1scara encobrindo o que j\u00e1 pretendiam fazer. Em todos, recolheram ensinamentos que lhes permitiram enfrentar os problemas do presente e conferir um sentido como a continuidade do passado. Estes ensinamentos existiam e contribu\u00edram de<br \/>\nforma decisiva para o enfrentamento de desafios pol\u00edticos e militares surgidos em circunstancias bem distintas da \u00e9poca em que foram formulados.<\/p>\n<p>O elemento comum nestes casos \u00e9 que o resgate dos ensinamentos n\u00e3o se limitou a buscar obter respostas diretas para perguntas que jamais poderiam ter se colocado no passado, mas tiveram a inventividade de obter respostas indiretas nos elementos essenciais que caracterizavam as id\u00e9ias. Os novos sandinistas estudaram o pensamento de Sandino, suas t\u00e1ticas, organiza\u00e7\u00e3o e erros. Apropriaram-se dos valores \u00e9ticos e dos conceitos pol\u00edticos. Extra\u00edram in\u00fameros ensinamentos que permitiram enfrentar problemas do presente, mas, simultaneamente, a luta revolucion\u00e1ria os obrigou a reinventar o sandinismo, muito vezes conferindo-lhe novos significados.<\/p>\n<p><strong>Inspira\u00e7\u00e3o na luta<\/strong><\/p>\n<p>Importa \u00e9 que sem mesmo entender os motivos, intu\u00edmos que necessitamos do exemplo de nossos her\u00f3is. Invoc\u00e1los em nossa m\u00edstica para que possamos nos sentir sua continuidade, tomar emprestados os seus nomes, as suas palavras de ordem de combate, a sua roupagem.<\/p>\n<p>Uma resposta simples \u00e9 que talvez nos ajudem a enfrentar o fantasma da inevitabilidade da morte e este seja o verdadeiro sentido de perceber-se um elo de sua continuidade. Seria t\u00e3o somente nossa maneira simb\u00f3lica de sermos eternos. Contudo, vimos que n\u00e3o s\u00e3o apenas roupagens e nomes. <\/p>\n<p>Em cada epis\u00f3dio revolucion\u00e1rio os her\u00f3is resgatados contribu\u00edram com a for\u00e7a de suas id\u00e9ias, quase sempre traduzindo o caminho para o problema central a ser enfrentado pelos novos revolucion\u00e1rios. N\u00e3o pela mera repeti\u00e7\u00e3o de seus atos e propostas, mas pela reinven\u00e7\u00e3o que possibilitaram.<\/p>\n<p>Cada gera\u00e7\u00e3o copia e reproduz sua predecessora at\u00e9 onde seja poss\u00edvel. Mas suas constru\u00e7\u00f5es, ainda que se defrontando com novos desafios, mesmo implicando na transforma\u00e7\u00e3o fundamental do pr\u00f3prio passado, continuam necessitando reproduzi-lo, mesmo quando o intuito central \u00e9 transform\u00e1-lo. Aqui \u00e9 preciso estabelecer o v\u00ednculo com o atual momento e os desafios colocados para os lutadores do povo. Enunciemos a quest\u00e3o: mais do que antes precisamos nos fortificar. Enfrentar os anos da ofensiva neoliberal nos debilitaram profundamente. Enfrentamos o desafio de reconstruir o horizonte e a for\u00e7a social da revolu\u00e7\u00e3o a partir das poucas e valiosas energias que sobreviveram e suportaram a maior crise ideol\u00f3gica da hist\u00f3ria da luta pelo socialismo.<\/p>\n<p>A d\u00e9cada de 90, marcada pela resist\u00eancia, consumiu muitas energias para sobreviver ideologicamente. Neste momento, olhamos para o futuro e apontamos um novo per\u00edodo hist\u00f3rico se abrindo. Nossa constru\u00e7\u00e3o, pacientemente edificada nos \u00faltimos anos, precisa reconhecer-se, reencontrar sua identidade e, principalmente a energia resultante deste encontro. Eis porque \u00e9 fundamental resgatar a contribui\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, a coer\u00eancia e o exemplo persistente de Carlos Marighella.<\/p>\n<p>No debate sobre o car\u00e1ter da revolu\u00e7\u00e3o, das alian\u00e7as estrat\u00e9gicas, da defini\u00e7\u00e3o do centro da t\u00e1tica, dos conceitos organizativos de um instrumento pol\u00edtico revolucion\u00e1rio, encontraremos contribui\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas extremamente atuais. O legado de Marighella a ser resgatado e reinventado hoje \u00e9 a capacidade de concentrar-se na conquista do poder, enfrentando as impossibilidades, por maiores que se coloquem, sem desviar um mil\u00edmetro deste objetivo.<\/p>\n<p>Os que persistem no objetivo da constru\u00e7\u00e3o do Projeto Popular, enfrentando uma conjuntura prolongadamente adversa, apostando na constru\u00e7\u00e3o organizativa por meio do exemplo pedag\u00f3gico, j\u00e1 s\u00e3o marighellistas, ainda que n\u00e3o tenham esta consci\u00eancia. Resgatar Carlos Marighella \u00e9 parte da paciente e complexa constru\u00e7\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o brasileira. Percorrendo esse caminho encontraremos conceitos e exemplos que tem muito a nos ensinar.<\/p>\n<p><strong>*Advogado e militante da <em>Consulta Popular<\/h2>\n<p>]] y de la <a href=\"https:\/\/www.viacampesina.org\/sp\/\">V\u00eda Campesina<\/a> hemos producido buenos an\u00e1lisis, y no est\u00e1 dem\u00e1s reforzarlos. Por eso estamos compartiendo con Uds. nuestra opini\u00f3n, como una especie de resumen sobre las causas del incremento de precios de los alimentos y de la crisis alimentaria que afecta a millones de seres humanos, m\u00e1s all\u00e1 de los mil millones de hambrientos que ya pasan hambre todos los d\u00edas, seg\u00fan la FAO.<\/p>\n<p>1.- El control oligop\u00f3lico que unas pocas empresas tienen del comercio agr\u00edcola mundial, de los principales productos, como: soya, ma\u00edz, arroz, trigo, leche y carnes; pues ellas imponen un precio, independientemente del costo real de producci\u00f3n.<\/p>\n<p>2.- La especulaci\u00f3n de grandes inversores en las bolsas de mercanc\u00edas agr\u00edcolas ha convertido a los alimentos en meros papeles de negocios. Se comenta en los peri\u00f3dicos que ya est\u00e1n vendidas en las bolsas las pr\u00f3ximas siete cosechas de soya del mundo. \u00c9stas ya tienen due\u00f1o, como t\u00edtulos de ventas.<\/p>\n<p>3.- La especulaci\u00f3n financiera: muchos bancos invierten sus capitales vol\u00e1tiles en mercanc\u00edas agr\u00edcolas, para protegerse de la crisis general.<\/p>\n<p>4.- La producci\u00f3n agr\u00edcola de agrocombustibles, que tiene sus precios basados en el petr\u00f3leo, termina empujando la tasa med\u00eda de ganancia en la agricultura hacia arriba. Y as\u00ed, debido al elevado precio del etanol, suben todos los productos agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>5.- El elevado costo de transformar millones de toneladas de cereales en prote\u00edna animal. O sea, las \u00e9lites demandan cada vez m\u00e1s carnes, y por eso parte de la producci\u00f3n de vegetales, que podr\u00eda ser consumida por la poblaci\u00f3n, va para los animales y, por tanto, acaba incidiendo en el aumento del precio de las carnes.<\/p>\n<p>6.- Las privatizaciones de los servicios p\u00fablicos para la agricultura, que los transfieren al control de las empresas transnacionales, tambi\u00e9n repercuten en el incremento de costos en el precio final.<\/p>\n<p>7.- Las legislaciones ambientales de sanidad y certificados de patentes, implementados en el periodo de los gobiernos neoliberales para favorecer el control oligop\u00f3lico de algunas empresas sobre la mayor\u00eda de los productos que exigen transformaci\u00f3n industrial, les da poder para imponer precios.<\/p>\n<p>8- La regla general impuesta por la OMC (Organizaci\u00f3n Mundial del Comercio) a partir de 1994, que transform\u00f3 los alimentos en meras mercanc\u00edas, que deben ser reguladas s\u00f3lo por el mercado. Y como el mercado es controlado por las grandes empresas transnacionales, eso tiene efecto directo en el precio.<\/p>\n<p>9- La introducci\u00f3n de la propiedad privada de las semillas transg\u00e9nicas impone una nueva matriz tecnol\u00f3gica con costos de producci\u00f3n mayores y en beneficio de las mismas empresas que controlan el comercio, las semillas y los insumos agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>10. Hay una corrida de los capitalistas en general y de las grandes empresas hacia el hemisferio sur, para apoderarse de los recursos naturales: tierras, agua, lagos, reservas de madera, etc. y con eso van expulsando a las poblaciones nativas y los campesinos en general, e imponiendo la regla general del capital sobre los alimentos.<\/p>\n<p>11- En las \u00faltimas dos d\u00e9cadas con el proceso de internacionalizaci\u00f3n del capital y de las empresas capitalistas, los precios de los alimentos se internacionalizaron. Esto determina que los par\u00e1metros de producci\u00f3n y de los precios no son m\u00e1s el costo real de producci\u00f3n de alimentos en cada pa\u00eds, sino que se establece un precio medio mundial, controlado por las empresas, que excluye completamente otras formas de producci\u00f3n, locales, campesinas, etc.<\/p>\n<p>Como se ve, la <strong>lucha por la soberan\u00eda alimentaria<\/strong> que los movimientos de la V\u00eda Campesina en todo el mundo adoptaron como prioridad es m\u00e1s que correcta, es necesaria y urgente. La soberan\u00eda alimentaria es la pol\u00edtica de que cada pueblo, en su regi\u00f3n, municipio y pa\u00eds, desarrolle condiciones para producir los alimentos que necesita para sobrevivir. Y que s\u00f3lo exporte el excedente, y s\u00f3lo importe lo que va m\u00e1s all\u00e1 de su canasta b\u00e1sica en consonancia con sus h\u00e1bitos alimenticios.<\/p>\n<p>Adem\u00e1s, todos los nutricionistas advierten que nuestra <strong>dieta alimentaria tiene que darse a partir de los alimentos producidos en los biomas donde vivimos<\/strong>. Eso es lo que <strong>garantiza energ\u00eda saludable para la reproducci\u00f3n de todos los seres vivos, en su propio h\u00e1bitat<\/strong>. Las empresas transnacionales est\u00e1n transformando el mundo en un \u00fanico y gran supermercado, a base de soya y ma\u00edz.<\/p>\n<p>Esperamos que las contradicciones que el movimiento del capital nos presenta cada d\u00eda, nos ayude a concientizar nuestra base y la sociedad en general, para los cambios necesarios, para un nuevo modelo de producci\u00f3n agr\u00edcola, en el Brasil y en el Mundo.<\/p>\n<p>Esta es la tareita, por ahora!<\/p>\n<p>Abrazos<\/p>\n<p>&#8211; <a href=\"https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/IMG\/pdf\/adital-22.2.11.pdf\">Vea m\u00e1s<\/a>:<\/p>\n<p>*<strong>Brasil &#8211; Desigualdad social y reparto injusto<\/strong> (<em>Frei Betto<\/em>), 22-02-2011<\/p>\n<p>*<strong>M\u00e9xico &#8211; Don Samuel Ruiz. En el coraz\u00f3n del pueblo ind\u00edgena<\/strong> (<em>Gustavo Guti\u00e9rrez Merino<\/em>), 22-02-2011<\/p>\n<p>*<strong>Argentina &#8211; El caso de la valija, la soberbia imperial y las alegor\u00edas<\/strong> (<em>Maggie Mar\u00edn<\/em>), 22-02-2011<\/p>\n<p>*<strong>Per\u00fa &#8211; Las mujeres violentadas en el marco del conflicto armado interno deben recibir reparaciones<\/strong> (<em>CNDDHH<\/em>), 22-02-2011<\/p>\n<p>*<strong>Honduras &#8211; Pensando en los colectivos de resistencia popular<\/strong> (<em>Luis M\u00e9ndez<\/em>), 22-02-2011<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.adital.com.br\/site\/index.asp\">Fuente: Adital<\/a><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" aligncenter size-full wp-image-1372\" src=\"https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/la-via-campesina.jpg\" alt=\"la-via-campesina.jpg\" align=\"center\" width=\"468\" height=\"128\" srcset=\"https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/la-via-campesina.jpg 468w, https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/la-via-campesina-300x82.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><\/p>\n<p><strong>\u00a1Enterremos el sistema alimentario industrial! \u00a1La agricultura campesina puede alimentar al mundo!<\/strong> \t<\/p>\n<p><em>Martes, 22 de Febrero de 2011 <\/em> <\/p>\n<p><strong>17 de abril: D\u00eda Internacional de la Lucha Campesina<\/strong><\/p>\n<p>La agricultura industrial dominante ha fracasado. Las promesas de la Cumbre Mundial sobre la Alimentaci\u00f3n de 1996, reflejadas en el objetivo de desarrollo del milenio de reducir el hambre para 2015, no van a cumplirse.<\/p>\n<p>En la actualidad el hambre y la inseguridad alimentaria est\u00e1n aumentando. Unos mil millones de personas padecen hambre, otros mil millones sufren desnutrici\u00f3n\u2014carencia de importantes vitaminas y minerales\u2014y sin embargo otros mil millones est\u00e1n sobrealimentados. \u00a1Un sistema alimentario global = 3 mil millones de v\u00edctimas!<\/p>\n<p>Las pol\u00edticas alimentarias puestas en pr\u00e1ctica durante los \u00faltimos 20 a\u00f1os han perjudicado enormemente a la agricultura campesina, que sin embargo sigue alimentando a m\u00e1s del 70% de la poblaci\u00f3n mundial.<\/p>\n<p>La tierra, las semillas y el agua se han privatizado y se han cedido a la agroindustria. Esto ha forzado a los miembros de las comunidades rurales a emigrar a las ciudades, dejando atr\u00e1s tierras f\u00e9rtiles, que son explotadas por multinacionales para producir agrocombustibles, biomasa o alimentos destinados a los consumidores de los pa\u00edses ricos.<\/p>\n<p>Las pol\u00edticas neoliberales se basan en la asunci\u00f3n de que la mano invisible del mercado repartir\u00e1 el pastel de forma eficaz y justa. Y en Davos este a\u00f1o, los gobiernos del mundo hablaron de concluir la Ronda de Doha de la OMC en julio de 2011, precisamente para evitar al mundo futuras crisis alimentarias recurrentes. En realidad la actual crisis alimentaria, end\u00e9mica, muestra que una mayor liberalizaci\u00f3n de los mercados no ayuda a alimentar al mundo, sino que acrecienta el hambre y expulsa a los campesinos de las tierras, de modo que los gobiernos se equivocan.<\/p>\n<p>Lo que ha ocurrido es que los alimentos han entrado de forma masiva en mercados especulativos, sobre todo desde 2007. En dichos mercados los productos alimentarios son mercanc\u00edas en las que los inversores pueden de pronto depositar o retirar miles de millones, inflando burbujas que despu\u00e9s revientan, diseminando miseria. Los precios de los alimentos son altos, est\u00e1n fuera del alcance de los consumidores pobres, pero a los peque\u00f1os productores se les pagan precios bajos, haci\u00e9ndolos cada vez m\u00e1s pobres. Los grandes comerciantes, los supermercados y los especuladores contin\u00faan engrosando sus beneficios a costa del hambre de otros.<\/p>\n<p>Ha llegado el momento de cambiar radicalmente el sistema alimentario industrial. <em>La V\u00eda Campesina<\/em>, movimiento que representa a m\u00e1s de 200 millones de peque\u00f1os productores en todo el mundo &#8211; hombres y mujeres &#8211; propone <strong>la soberan\u00eda alimentaria como una forma eficaz y justa de producci\u00f3n y distribuci\u00f3n de los alimentos en todas las comunidades, todas las provincias, todos los pa\u00edses<\/strong>.<\/p>\n<p>Poner en pr\u00e1ctica la soberan\u00eda alimentaria significa <strong>defender la agricultura a peque\u00f1a escala, la agroecolog\u00eda y la producci\u00f3n local en todo el globo<\/strong> cuando es posible. Requiere que los gobiernos apoyen este nuevo paradigma dando a los campesinos acceso a la tierra, al agua, a las semillas, a cr\u00e9ditos y a la educaci\u00f3n, protegi\u00e9ndolos de importaciones baratas, creando stocks p\u00fablicos o propiedad de los campesinos y gestionando la producci\u00f3n.<\/p>\n<p>La soberan\u00eda alimentaria supondr\u00eda dar una forma de sustento a miles de millones de personas y reducir\u00eda la pobreza, que es en su mayor parte un fen\u00f3meno rural. En la actualidad, de los mil cuatrocientos millones de personas que viven en condiciones de pobreza extrema en los pa\u00edses en desarrollo, el 75 por ciento viven y trabajan en zonas rurales.<\/p>\n<p>La producci\u00f3n local de los alimentos y la venta directa de los productores a los consumidores garantiza que los alimentos permanezcan al margen del juego capitalista del monopolio. As\u00ed est\u00e1n menos sometidos a la especulaci\u00f3n. Adem\u00e1s, la agricultura sostenible permite la regeneraci\u00f3n del suelo y del medio ambiente, preservando la biodiversidad y la salud humana. Se adapta mejor al cambio clim\u00e1tico y ayuda a frenar el calentamiento global.<\/p>\n<p>Esto es lo que defender\u00e1 <em>La V\u00eda Campesina<\/em> durante las reuniones del Banco Mundial-FMI en abril y la cumbre del G20 sobre agricultura en junio, y del Comit\u00e9 de Seguridad Alimentaria Mundial en octubre, y de la cumbre de la OMC en diciembre de 2011.<\/p>\n<p><strong>\u00a1\u00danase a nuestro D\u00eda Global de Acci\u00f3n!<\/strong><\/p>\n<p>El d\u00eda <strong>17 de abril<\/strong> es un d\u00eda especial. Gente en todo el globo celebra la <strong>lucha de los campesinos y de los pueblos rurales para sobrevivir y continuar alimentando al mundo<\/strong>. Este d\u00eda conmemora la muerte de 19 agricultores en Brasil, asesinados debido a su lucha por la tierra y la dignidad.<\/p>\n<p>Cada a\u00f1o tienen lugar m\u00e1s de cien acciones y eventos en todo el mundo para defender un nuevo sistema alimentario basado en la soberan\u00eda alimentaria, la justicia y la igualdad.<\/p>\n<p><strong>Dondequiera que est\u00e9 usted, sea quien sea, est\u00e1 invitado a unirse a la celebraci\u00f3n: organice una acci\u00f3n, un mercado de peque\u00f1os productores, la proyecci\u00f3n de un film, una exposici\u00f3n fotogr\u00e1fica, una charla, una fiesta, una emisi\u00f3n especial de radio o televisi\u00f3n, etc.<\/strong><\/p>\n<p><em>Inf\u00f3rmenos por adelantado de lo que va a organizar, env\u00edenos p\u00f3sters, v\u00eddeos, fotos, art\u00edculos. Los publicaremos en<\/em> <a href=\"www.viacampesina.org\"><em>La V\u00eda Campesina<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>Para suscribirse a nuestra lista especial de correo, env\u00ede un mensaje en blanco a la siguiente direcci\u00f3n<\/em>: via.17april-subscribe@viamcampesina.net<\/p>\n<p>&#8211; <em>Puede leer nuestra nueva publicaci\u00f3n<\/em>: <a href=\"https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/IMG\/pdf\/agricultura-campesina-sostenible-via_campesina.pdf\">\u201d<em>La agricultura campesina y familiar sostenible puede alimentar al mundo<\/em>\u201d<\/a>, V\u00eda Campesina, Yakarta, febrero 2011.<\/p>\n<p>(23 febrero 2011)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>En las \u00faltimas semanas han circulado diversos art\u00edculos y comentarios sobre la crisis del aumento de los precios de alimentos. La mayor\u00eda de los an\u00e1lisis son buenos. Aunque algunos quedan atrapados en la visi\u00f3n economicista de la oferta y demanda. O de alg\u00fan problema de sequ\u00eda o inundaci\u00f3n en alg\u00fan pa\u00eds, que de hecho no&hellip; <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/para-afrontar-las-causas-del-aumento-de-precios-y-de-la-crisis-alimentaria-enterremos-el-sistema-alimentario-industrial\/\">Continuar leyendo <span class=\"screen-reader-text\">Para afrontar las causas del aumento de precios y de la crisis alimentaria: \u00ab\u00a1Enterremos el sistema alimentario industrial!\u00bb<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1370,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1373"}],"collection":[{"href":"https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1373"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1373\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1370"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1373"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1373"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marina.swarpeca.es\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1373"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}